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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, JAGUARE, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Música



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O que é isto?
Diário do Taxista
 

A vida como ela é - Viva o livre arbitrio.

Olá!

Tudo bem?

 

Estou aqui novamente, contando um pouquinho mais do meu dia-a-dia. Como disse anteriormente, o ano começou bastante preguiçoso para nós taxistas; a própria Sampa está com os seus passos mais lentos, mas enfim, estamos caminhando.

São Paulo tem vivido dias complicados, em razão das fortes chuvas de verão que praticamente durante toda a semana, apavoraram os paulistanos.

E nós, taxistas, estamos aí, enfrentando todo “o caos”, decorrente dessa situação.

Vou contar uma situação por mim vivida pela primeira vez.

Nessa sexta-feira próxima passada, quando vinha eu pela Av. Vital Brasil, um senhor meio careca, portando um desses guardas-chuva grande, me deu sinal; parei e o mesmo falou: - Nós vamos pegar uma pessoa aqui atrás, na Valdemar Ferreira, tudo bem? – Eu disse: - Falou, vamos lá.

Virando a primeira esquerda, Rua Camargo, comecei a viagem. Não sei se vocês sabem, nessa região existe um ponto muito grande de encontros de travestis e prostitutas, inclusive a titulo de informação, o local é comumente chamado de “rua das putas”.

Aproximando-se do primeiro ser (traveco), o meu passageiro pediu que diminuísse a velocidade, para que ele conversasse com o mesmo ou a mesma. Diálogo travado: - Oi, tudo bem? – não esperando a resposta o meu passageiro, disse-me: - Sr. Vamos, não gostei. Partimos então para Av. Lineu De Paula Machado, onde repetiu-se a cena anterior. Notei então que estava transportando um freqüentador e usuário dos serviços prestados pelas pessoas que ali todos os dias se demonstram.

Seguindo então a viagem, viemos de novo para a Av. Valdemar Ferreira, agora mais próximo da Casa Dos Bandeirantes, ou seja, marginal local do Rio Pinheiros. Nesse lugar então após essa longa pesquisa, o meu passageiro, escolheu um travesti, bem equipado, portador de enormes seios e um bumbum bastante destacado.

Após o mesmo ter acertado o lado financeiro da operação, dirigiram-se ao meu veículo. O passageiro, como que conhecendo bem o local, pediu-me para dirigir-se a um hotel que fica ao lado da Ponte Eusébio Matoso. Chegando ao lugar indicado, deixei-os, e sai pensando como realmente essa vida é engraçada.

Gostaria de deixar claro que somente procurei relatar um fato ocorrido, que não vai aí qualquer sentimento de preconceito, pois acho que “cada um, cada um”.

A vida é isso aí, é para ser vivida de acordo com o livre arbítrio de cada um.

Pois é, mesmo estando fraco o serviço de táxi, encontramos pessoas que em outras atividades não param.

 

Um forte abraço, desse sempre amigo – Taxista De Sampa.

 

 

 

 

 



 Escrito por Luiz Carlos às 16h32 [] [envie esta mensagem]




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