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Sampa - o coração aberto a todos
A Locomotiva chamada – São Paulo: “A VERDADE É COMO O SOL, A QUEM UMA ECLIPSE PODE ESCURECER MAS NÃO PODE EXTINGUIR”. – (Rei Estanislau, da Polônia).
Desculpe-me se fui verdadeiro, não quis ser bairrista, nem tão pouco preconceituoso. Adoro e respeito o nosso país, do Oiapoque ao Chui.
Eu quando comecei a escrever o blog, “Diário do Taxista”, não pensava que teria tanta gente interessada pelo assunto.
Por orientação de um cliente do táxi e profundo conhecedor de blogs, foi quem me incentivou a faze-lo.
Estou achando bastante gostoso, relatar o dia-dia de um profissional que vive a cidade da maneira que vivo, procurando mostrar o quanto é estressante, divertido, inusitado e realmente por vezes perigoso.
A cada dia aprendemos mais a viver, posso dizer até que morremos aprendendo. Essa semana, não sei precisar qual dia foi, peguei uma senhora, que com muito sacrifício, pois usava uma dessas bengalas de três pés, entrou em meu carro, pedindo inclusive que a deixasse sentar-se no banco da frente, pois devido ao problema em seu joelho, tinha que ficar com uma das pernas esticadas. Indicou-me o seu destino e tão logo começamos o trajeto à mesma começou a me contar o seu problema. Disse-me que sofreu um desligamento em seu joelho e que teve que passar por uma cirurgia. Não foi feliz nessa cirurgia, pois de acordo com o seu relato houve um erro e acabou ficando completamente paralisado tendo agora uma única solução: colocação de uma prótese. Aí que entra o desabafo, ela então me disse: - O Sr. Me desculpe, estar contando tudo isso, é que as minha filhas não estão sabendo da gravidade de meu caso, estou saindo do médico ortopedista completamente atordoada, porque ele me disse: - O seu caso é bastante grave, a Sra. Está com uma grande infecção em seu joelho, sendo completamente inviável uma colocação de prótese, podendo inclusive ter que ficar em uma cadeira de rodas, pois de repente poderá perder a perna. Ela desculpando-se novamente confirmou aquilo que já comentei: - Estou me desabafando com o Sr. Porque eu sei que dificilmente lhe encontrarei novamente e é muito bom a gente ter alguém para escutar nossas lamentações. Deixei-a no seu destino e aprendi mais uma lição: Nem sempre os nossos problemas são os maiores. –
Gostaria nesse dia 24 de dezembro de 2004, desejar a todos um Feliz Natal, que tenhamos sempre a felicidade de podermos voltar ao nosso lar, como um dia com certeza voltaremos para o lado de nosso criador, COMO O MEU QUERIDO PAI_E AMIGO.
FELIZ NATAL – (taxista de Sampa)
Escrito por Luiz Carlos às 17h59
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A vida - como ela é...
Boa noite pessoal!
Mais uma semana se passou e o final do ano está aí. São Paulo cada vez mais lotada de gente vai como uma locomotiva, puxando os seus vagões (outros estados), sempre agitada, alegre, colorida, principalmente nessa época do ano aonde tudo tem sabor de festa. Sabem que tudo acontece em Sampa e o taxista tem o prazer de viver tudo ou quase tudo de perto, muitas vezes até ser protagonista dessa história.
Essa semana que terminou tive todos os dias recheados de corridas com várias pessoas que vindas de outros estados, fizeram passeios, negócios, participaram de eventos, foram às compras, enfim viveram São Paulo.
Tive três dias da semana, corridas com: um Israelense, engenheiro de hidráulica, e um empresário mineiro, do ramo de saneamento básico de Belo Horizonte. Conversamos muito, pois os levei durante três dias do hotel situado no bairro de Pinheiros até o bairro de Santana.
Estou destacando essa corrida das demais, porque gostei do relato feito pelo Israelense, em relação a São Paulo. Disse-me que estará mudando para o Brasil e que a cidade escolhida foi São Paulo. Acha uma cidade encantadora, pois existe dentro de Sampa um pouquinho de todos os outros paises do mundo.
Há peguei uma jovem, que muito apressada entrou em meu carro e disse: - Sr. Vamos o mais rápido possível para Congonhas. Eu como sempre perguntei: - Qual o caminho? Ela: - o mais rápido possível. Prontamente me dirigi para a Marginal Pinheiros, chegando na famosa e congestionada Av. Dos Bandeirantes, vislumbrei o obvio e mostrei a ela mesmo antes de pegar, que a mesma estava completamente parada. Como sugestão falei: - Olha é melhor nós irmos pela (Água Espraiada) – que atualmente recebeu o nome de Av. Jornalista Roberto Marinho. Ela respondeu-me: Não é mais longe! É que já fiz o chek-in e o vôo esta marcado para as 16:30.
Tudo estaria normal se a mesma não teria pego o meu carro as 16:00 horas aproximadamente. Tive sorte, peguei a citada avenida com o trânsito bastante livre, chegamos ao Aeroporto em cima do horário. Como vocês podem ver, quase todas as pessoas, se esquecem do problema de locomoção que existe em Sampa e esperam tirar o atraso de seus compromissos em cima do taxista.
Caso:- Lembrei de uma situação que vivi em um dos dias do carnaval passado. Vinha eu por uma avenida próximo ao Sambódromo de São Paulo, quando uma jovem me deu sinal. Toda fantasiada em trajes pequenos entrou apressada em meu carro e me informou o seu destino. No percurso, num dado momento, ela começou a se despir completamente e dizendo: - motorista vou me trocar aqui em seu carro, tudo bem? Olhei pelo espelho e realmente ela estava completamente nua, tirando a fantasia e colocando outras roupas. Num dado momento passou um outro veiculo do lado com alguns rapazes e os mesmos gritaram: - Aí motorista, tá com tudo hein! Vou ser taxista também!
Ela muito rapidamente se trocou e acabei deixando-a em seu local de trabalho. Como se nada tivesse acontecido, ela pagou a corrida, agradeceu e entrou em uma grande empresa situada no bairro da Lapa.
Como vocês devem ver, ser taxista não é fácil. Bom: no momento é só. Um abraço a todos...
Escrito por Luiz Carlos às 22h35
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