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Oi pessoal!
Tudo bem?
Pois é, estou aqui novamente passando a vocês alguns lances vividos nessa minha vida de taxista em Sampa. Vocês devem estar pensando: - Puxa, esse taxista só carrega personalidades! – Sabem, más é verdade, sempre tive sorte de transportar pessoas de destaque, dos meios políticos, artísticos, enfim pessoas de mais destaque, porque para mim todos os passageiros, são importantes, pois são parceiros da minha vida.
Nessa terça-feira, dia 14 transportei um político de grande influência no estado de Tocantins, nada mais nada menos que o Sr. João Lisboa Da Cruz, prefeito da cidade de Gurupi-To. Ele estava de passagem por São Paulo, para acompanhamento médico de rotina. A noite inclusive enviei um e-mail a ele informando o endereço de meu blog.
Sabem que Sampa nesses dias o transito fica bem mais caótico principalmente próximo aos grandes Shoppings, dificultando assim bastante a locomoção. Más tirando esse detalhe, Sampa fica bem alegre a ponto de hoje pela manhã termos tido em plena Av. Faria Lima, um desfile de lindas meninas que em traje minúsculos (tangas, biquíni e ou maiôs), enfeitavam o canteiro da citada av próximo ao cruzamento com a Av. Gabriel Monteiro Da Silva. Quanto ao restante das corridas, foram normais.
CASO: certa ocasião peguei uma srta. nas proximidades da rua Iguatemi, para que a levasse ao bairro do Ibirapuera. Ela entrou em meu carro e iniciamos assim a viagem, e como de sempre, o famoso dialogo: - Está quente hoje né motorista? -Será que vai chover? – O Sr. Trabalha muito tempo com o táxi? E dessa maneira começamos assim o papo. Perguntei a ela qual era a sua profissão, e ela me disse ser psicóloga. Eu interessado em alguns assuntos ligados a profissão dela, perguntei a ela qual seria os sintomas do Strees bem como de depressão. Ela muito educada e atenciosa me explicou. Após termos trocado várias informações ela me disse que nós taxistas éramos seus verdadeiros concorrentes. Eu curioso, perguntei-lhe, porque? Ela me respondeu: - Sabe que outro dia, uma cliente esteve como sempre em meu consultório, e eu falei a ela: - Conte-me como foi o seu dia! – Ela muito calma e tranqüila, me respondeu: - Olha por incrível que pareça, hoje não tenho nada para contar-lhe. Eu então a questionei, disse a psicóloga: e ela me disse que a caminho do consultório, no táxi tinha conversado bastante com o taxista e que o mesmo tinha lhe deixado bastante confortada. A conclusão que eu tirei a respeito, é que muitas pessoas devem pensar: - que será difícil eu encontrar novamente esse taxista e daí se despojam de seus problemas, tendo o táxi como um divã de analista.
Bom, por agora é só. Vamos lá, vou descansar, pois daqui a pouco estarei novamente vivendo a nossa querida São Paulo.
Um abração a todos....
Escrito por Luiz Carlos às 22h54
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Educação - um dever de todos
Olá, queridos!
Mais um dia começa como muitos na vida de um taxista. Congestionamentos e confusões na saída de meu bairro logo pela manhã. Consigo passar com muito sufoco para o outro lado do Rio Pinheiros; a ponte do Jaguaré como sempre totalmente congestionada.Acredito que não exista em Sampa uma avenida com tantos semáforos, como os que têm na Av. Jaguaré. Enfim consigo chegar no alto do Sumaré, mais precisamente na Av. Alfonso Bovero, aonde todos os dias deixo a minha primeira passageira, a minha filha mais nova. Ela trabalha na MTV e todos os dias, antes de começar o meu trabalho, eu a deixo no local citado. Dali em diante dirijo-me ao encontro do primeiro (boneco). Descendo pela rua Oscar Freire, caminho até a Rua Cardeal Arcoverde, caminhando em direção ao meu ponto. Chego ao meu ponto e encontro na fila de espera três colegas, que me disseram estar a tempo sem passageiros. Essa situação é normal em todas as segundas-feiras, pela manhã. Más logo engrenou começamos assim mais um dia. Nesse vai e vem durante o dia sempre existe uma troca de assuntos entre nós do ponto. Discutimos a respeito de tudo, conversamos sobre fatos políticos, esportes, programas de TV etc.
No universo de passageiros transportados por nós, existem pessoas agradáveis, e gostosas de te-las pelo menos alguns minutos como passageiro. Infelizmente às vezes aparece aquela pessoa que insiste em ser intragável. Hoje eu peguei uma senhora, que já foi intragável logo quando entrou em meu carro. De maneira bastante agressiva, perguntou-me se meu carro tinha ar-condicionado. Eu como sempre querendo ser agradável, respondi brincando: - Olha tem sim, más está quebrado (falei sorrindo). Ela: - a se não tiver vou descer! Eu prontamente, notando o seu jeito, procurei consertar dizendo: - Não: - tem sim e ligando-o disse-lhe: - estou brincando. Ai um tanto chateado perguntei a ela qual seria o destino. Ela resmungando disse-me: - Vamos para Santana, pela Brás Leme. Tomei o caminho em direção ao local, subindo pela Av. Rebouças. Ao chegar próximo ao acesso ao Pacaembu, a mesma falando ao telefone com outra pessoa, resolveu mudar o destino, dizendo: - vamos para Av. Rudge. Como pela Av. Consolação, não era mais possível, continuei, pois por esse caminho que também daria para chegar a Av. Rudge. Ela não entendendo disse a outra pessoa no telefone: - Hoje não é o meu dia! – e de maneira bastante ignorante falou-me: - É motorista, vai em frente, vamos para Santana. Segui o caminho que inicialmente foi indicado e logo chegamos ao local – Av. Voluntários Da Pátria.
Então meus amigos, como vocês podem ver, realmente o taxista tem que ter uma paciência enorme. Ainda bem que felizmente existem muito mais pessoas, agradáveis que conseguem amenizar os efeitos nocivos, de pessoas, que tendo problemas como todos, não passem para outras.
Desculpe-me pelos possíveis erros, não estou aqui dando aula de português e se as vezes escapa um erro ou outro, espero contar com a compreensão de todos, pois após um dia de taxista em Sampa, tudo pode acontecer. Curiosidade: Vocês sabem, que nós taxistas, temos como todos os seres humanos, uma mãe, aquela que nos gerou; só que por sermos taxistas, temos outras para serem xingadas.
Abraços e um beijão a todos
Luiz Carlos
Escrito por Luiz Carlos às 22h54
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