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Taxista - S.O.S.
Oi gente! Estou de volta! Vou procurar resumir o dia-a-dia desta semana, que para mim, como sempre, foi bastante agitada!
Após o almoço inesperado com as duas senhoras (lembram-se? Aquele das coxinhas de frango...), tive que efetuar uma corrida de socorro. Estava descendo a Av. Rebouças, quando nas proximidades da Rua Maria Carolina, um rapaz bastante jovem, me deu sinal com a mão; ele entrou apressadamente em meu veículo, pedindo que o levasse até uma loja de móveis localizada ao lado do Jockey Club (Tok & Stok); transpirando bastante, pediu-me para ligar o ar-condicionado e assim iniciei a corrida; de repente, ao cruzar a Av. Faria Lima, ele começou a pedir desesperadamente: - Por favor senhor, me leve ao Hospital Das Clínicas; não estou passando bem! Eu me virei e vi o mesmo se contorcendo, com as mãos no peito. Fiquei apavorado e em seguida, circulando pelo corredor de ônibus, atravessei o lado oposto do corredor, ou seja, na contramão, procurando sinalizar a uma agente do CET, que estava de costa para os fatos, o que eu estava fazendo. Como não consegui, continuei na operação e acabei pegando a via com sentido ao Hospital Das Clínicas. Liguei o pisca alerta e os faróis altos. Chegando às Clínicas, me dirigi rapidamente ao PS, onde prontamente transportaram o rapaz para dentro, onde lhe seria dado o atendimento. Fiquei na entrada e perguntei ao funcionário do local o que eu deveria fazer; ele me perguntou: - O senhor é o que do rapaz? Eu disse-lhe: - Sou taxista, peguei-o na Avenida Rebouças. O funcionário continuou: - O senhor está dispensado, pode deixar que o mesmo terá o atendimento necessário. Diante disso, saí do P.S, bastante preocupado com o estado do rapaz, mas contente, por não ter acontecido nada de mais sério com ele, pelo menos dentro do meu carro.
Então, como vocês podem ver, nós taxistas, como passamos de 14 a 16 horas, pelo menos, nessa nossa Sampa, praticamente vivemos com toda a sorte de casos e situações. Acho até que nossas autoridades ligadas à Secretaria Dos Transportes - CET, por exemplo, poderia nos usar para coletar informações, sugestões e até orientações, porque duvido que tenha algum profissional tão intimamente ligado ao trânsito de SP e seus problemas.
Caso: Estava eu numa noite, já indo para casa, quando uma jovem me deu sinal. Com o carro parado, pela janela ela me disse: - Queria perguntar se o senhor poderia fazer uma perseguição... é que eu parei um outro taxista e ele não aceitou! Eu curioso, perguntei: - O que é? - ela entrou, sentou-se do meu lado e disse: - Sabe o que é motorista? Estou precisando seguir o meu marido! Eu disse a ela: - Olha, tudo bem! Só não quero confusão pro meu lado. Ela: - Tudo bem, para o senhor não vai ter problema nenhum. Eu disse-lhe: - Então vamos lá. Ela, praticamente ajoelhada entre o banco e o painel do carro, pediu para que eu mantivesse o luminoso aceso. Imaginem a cena: a mulher praticamente agachada, aparecendo somente a sua cabeça. E assim começamos a perseguição, que iniciamos no bairro do Alto Da Lapa, pegamos a Rodovia Anhanguera, entramos no Jardim Sto. Elias, e de longe, começamos a sondar o marido dela, que entrou em uma casa com a menina que teria saído com ele juntamente do local onde iniciamos a corrida, ou seja, local onde ele trabalha. Após alguns minutos de espera, o casal sai e começamos novamente a seguí-los. A próxima parada foi em outra residência, no bairro do Piauí. Nesse local ficamos mais tempo. A mulher traída ficou o tempo todo agachada, mais ou menos uns quinze minutos. Eu acompanhando a cena perguntei a ela: - Olha, eu não tenho nada com isso, só queria saber: o que você vai fazer ? - Ela respondeu-me: - Podemos ir embora, motorista; o que eu queria descobrir, já descobri. - e continuou - Por favor, me leve para a minha casa. Liguei o carro e a levei para a sua residência (a mesma morava no Jardim São Luiz, próximo ao Centro Empresarial Santo Amaro). Que situação complicada, né pessoal? Pode parecer esquisito, mas aconteceu. Tenho ainda muitos casos para lhes contar, só que todos os dias acontecem novos, então como vocês podem ver, esse diário nunca terá fim. Até a próxima... Um beijão a todos.
Escrito por Luiz Carlos às 15h21
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