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Taxista também é humano
Oi meus queridos, tudo bem? Quando eu me propus a escrever, ou melhor, relatar um pouco do dia-a-dia de um taxista, o intuito principal era o de mostrar que como toda profissão, a de taxista é bastante emocionante, e realmente cheia de surpresas agradáveis e desagradáveis. Viver é isso! Fiquei alguns dias sem escrever, por motivos de saúde na família, mais felizmente estou de volta. Essa semana tive e vivi, como sempre, as confusões dessa nossa cidade que embora cada vez mais caótica em termos de trânsito, sempre e muito bela pelos seus habitantes.
Peguei em meu ponto um mexicano, muito comunicativo que está em São Paulo a serviço de uma empresa de Internet; conversamos muito no trajeto a respeito de blog’s; ele achou muito boa a idéia do “Diário do Taxista”; fomos: ele querendo aprender o português e eu querendo entender o inglês; no final acabou dando tudo certo!
Conheci um filósofo do Belém Do Pará; ele está passando alguns dias em Sampa, e nessa corrida eu o levei até o Teatro Municipal De São Paulo, com a sua família. Conversamos muito, pois pegamos um terrível congestionamento na famosa Av. Rebouças/Consolação.
A coisa mais divertida é pegar passageiro que acabou de sair de um barzinho; o famoso Happy Hour! Ele fica completamente liberto com o taxista, torna-se íntimo, confidente. Peguei um esses dias que acabou me convidando até para ser padrinho do seu casamento; levei-o de Pinheiros até o bairro de Interlagos, próximo ao Autódromo.
Todos que carrego em meu carro são importantes; quando citei alguns famosos, é que pelo fascínio transmitido pela telinha, existem pessoas que se destacam mais; lembrei-me de alguns outros: Dr. Ives Gandra, tributarista, que ao entrar em meu carro, sentou-se no banco da frente e com voz marcante, indicou-me o trajeto. Eu, o reconhecendo, disse-lhe: - Bom dia Dr. Ives! Ele espantado, retrucou: - O Sr. me conhece ? Eu respondi: - Quem não conhece um dos maiores tributaristas do Brasil? E daí em diante, começamos uma conversa bastante prazerosa; ele é um senhor muito simpático; após contar sobre a minha profissão anterior (contador) e a minha pretensão em ser advogado tributarista, o mesmo me incentivou a retornar à faculdade; disse que no Brasil temos poucos advogados tributaristas com conhecimentos contábeis. Foi muito bom tê-lo como passageiro!
Tive também o prazer de transportar o Senhor Ministro da Justiça, Dr. Márcio Thomaz Bastos, quando ainda não era ministro, mas já um famoso e influente advogado.
Bom, por hoje é só! Espero não ter sido cansativo; é que estas são histórias de taxista, vividas em Sampa; cidade completamente congestionada! Tchau...
Escrito por Luiz Carlos às 12h25
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