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Bond - James Bond
Chegamos no dia internacional de tudo, a querida e esperada sexta-feira. Amanheceu um belo dia, céu azul, nuvens brancas e o horizonte bem definido. Ar respiravarel, enfim sem aquele cinza predominante em Sampa. Saí em meu veículo como de costume, tentando pegar um boneco. A deixa-me explicar a vocês o que é boneco: Na linguagem dos taxistas, BONECO = passageiro. Contar a vocês em detalhe o dia-dia do taxista levaria muito tempo, o espaço destinado no blog seria insuficiente, por esse motivo e para também não ficar cansativo, sempre procurarei mesclar com os casos vividos por mim. Já transportei várias personalidades, artísticas, políticas e até Bond – James Bond, é o mais famoso 007. Vocês sabem que na Rua onde está localizado o meu ponto, existe um famoso e bem freqüentado restaurante Italiano, freqüentemente visitado por famosos de todos os meios, com isso a chance de ter como passageiro um famoso é muito grande. Por isso um dia fui chamado ao restaurante e juntamente com mais duas pessoas, quem estava – Roger Moore o James Bond. Durante o trajeto até um Hotel na Avenida Paulista, pude entender que o mesmo teria vindo ao Brasil, participar e uma convenção da UNICEF. Durante um bom tempo o meu ponto prestou serviços de táxi à uma grande empresa provedora de internet. Essa empresa promovia chats – bate-papo com personalidades importantes de várias áreas, tive o prazer de transportar em virtude disso: Juca Chaves, Paulo Autran, Analice Nicolau – (Mis Blumenau), Prof. Pasquale, Elen Ganzaroli, Elen Roche, Edna Velho, Norton Nascimento, Nando Reis, Sergio Brito, Zé do Caixão, João Gordo, Lobão, Kid-Vinil, Latino, Mama Bruschetta, a Candinha do Nerso Da Capitinga, Goretti Milagres – (Filó), Patrícia De Sabrit, O nosso querido jornalista da Folha De São Paulo – Sr. José Simão, esse sendo o que mais usa o nosso ponto, Sr. Eduardo Suplicy, Glória Menezes, O Grande Pai – Flávio Galvão, Rubens Caribe, diretor de novelas Gilberto Braga, algumas meninas que foram capas das revistas masculinas – Playboy e Sex e que me desculpem as que no momento não lembrei. Graças ao blog, hoje em minha última corrida peguei um casal – Diego e Fernanda que vieram à Sampa, participar da maratona USP. Casal bastante simpático de Brasília, que gostaram muito de serem transportados por mim, pelo menos foi o que disseram. No momento é só. Por hoje só, amanhã... Um beijão a todos.
Escrito por Luiz Carlos às 22h30
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Olá meus queridos passageiros
Estou cada vez mais arrependido de não ter começado a escrever o meu livro. Como já relatei, comecei a ser taxista em 1986, vivendo, porém exclusivamente desse trabalho a partir de 1997. Claro que as estórias que eu vivi nesse período, são verdadeiras. O dia-dia de todas as profissões são repletas de situações: tristes, alegres, comoventes, envolventes, enfim somos humanos e todos nós, indiferentemente de classe social, crença, ideologia, agimos e vivemos iguais. O taxista é privilegiado, porque em seu veículo, o passageiro fica bastante próximo, tendo por essa aproximação a liberdade de conversar qualquer assunto, pois o ambiente é propicio, existe uma intimidade muito grande é aquilo que eu relatei no começo , é como se fosse um confissionário. CASO: vou relatar esse caso, e espero que vocês compreendam que não sou preconceituoso, apenas foi uma situação que vivi. Estou indo pela rua Nestor Pestana, quando um rapaz bem vestido (de terno e gravata), me sinalou com a mão. Parei e o mesmo entrou e sentou-se ao meu lado. Com a voz normal de homem me indicou o seu destino. Iniciei a corrida e notei que o mesmo me media com o rabo de olho. Fiquei preocupado, mas continuei. Logo a frente pelo caminho indicado pelo mesmo, pequei a Av. 23 de Maio e na altura do Hospital Beneficência Portuguesa, ele já com a voz alterada, para o feminino, começou a falar: - Sabe que você tem lindos olhos, e se veste muito bem. Eu todo encabulado, respondi: - Obrigado. Ele após uns segundos de silêncio investiu novamente: Você já transou diferente? Eu como disse anteriormente, embora não achando normal, procuro ficar na minha e reconheço e aceito o terceiro sexo sem problema, só não sou partidário. Então respondi: - Olha sou casado, tenho três filhas, respeito o seu modo de viver, só que realmente não sou papo para esse tipo de assunto. Não satisfeito com a resposta, após alguns minutos calado e aí quase aproximando do Detran ele ameaçou passar a mão em minhas pernas. Diante dessa atitude eu bastante nervoso, encostei o carro embaixo do viaduto da Av. Indianópolis e pedi que se ele quisesse que eu continuasse a corrida, parasse ou então que ele descesse. Ai ele meio assustado falou: - Não motorista tudo bem, eu vou parar. Ai diante dessa decisão dele continuei e chegamos logo ao destino pretendido. Ainda não satisfeito com a minha negativa, ao descer pediu meu telefone, pois ele iria tentar outras vezes, pois tinha gostado muito de minha companhia. Claro que dei meu telefone (falso), somente para agrada-lo. Então como vocês vêem, até cantada de GLS nós sofremos. Gostaria de agradecer os visitantes, e vou tentar responder às perguntas na medida do possível. Para aqueles que não estiverem gostando de meus relatos, sinto muito. Nem Jesus Cristo conseguiu agradar a todos.
Escrito por Luiz Carlos às 22h36
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De Sampa para Santos
Olá tudo bem?
Comecei o dia com as situações rotineiras, congestionamentos e confusões de uma cidade grande. Logo ao chegar em meu ponto, observei que o dia seria bom, pois parti logo com um cliente para a Av. Luiz Carlos Berrine, corrida boa, porque na parte da manhã é um local que o trânsito flui razoavelmente bem. Logo em seguida, peguei um outro passageiro, justamente para o bairro de Pinheiros, local aonde se encontra o meu ponto. Gostaria de aproveitar e contar a vocês algumas gírias e ou palavreados mais utilizados no meio (taxistas). Corrida pequena = pescoço; batendo-lata = rodar vazio, sem passageiro; televisão ligada = luminoso (TAXI) aceso. Outras corridas foram aparecendo, durante a parte da manhã, corridas essas (pescoços), que ao final somadas, resultam serem também satisfatórias, pois de grão em grão o taxista também enche o bolso. Com isso chegamos ao tão esperado horário de almoço, horário esse nunca cumprido religiosamente, pois o taxista não pode e não consegue fixar um horário, bem como também não consegue fazer suas refeições em um mesmo lugar. Hora está na zona norte, hora na zona sul, ou oeste e até mesmo na zona leste. É complicado, porque às vezes aquela corrida que você está dispensando é a BOA. A BOA é aquela corrida que tem um bom valor. Hoje por exemplo, pintou uma BOA corrida para mim, surgiu um casal, que inicialmente queria que os levasse até uma locadora de carros, para efetuar uma locação de veículo, para ir até Santos. Ouvindo a conversa dos dois, e não tem como não ouvir e esperando que me chamasse para a conversa, fui inesperadamente indagado pela jovem senhora: - Por quanto eu os levaria até Santos: -Eu perguntei, quando?Ela respondeu-me: Agora. Rapidamente, aproveitando a situação, passei a ela o valor e para minha surpresa, a mesma aceitou e assim derrepente estava eu me dirigindo ao litoral paulista. Como vocês podem ver, a vida diária de um taxista, realmente é cheia de surpresas. Às vezes você fica a pensar que o dia não irá render e derrepente, tudo muda, com uma simples viagem. CASO: uma ocasião vinha eu para casa, quando fui parado por uma senhora. A mesma adentrou em meu veículo e logo foi dizendo: O Sr. Me leva da rua Tal. – eu prontamente respondi: Pois não minha senhora, a senhora conhece essa rua? – ela bastante agressiva, perguntou-me: O Sr. Não conhece? – eu respondi: Não, senhora más poderei verificar em meu guia. – ela ainda mais agressiva, retrucou: Como pode um taxista não conhecer. – tudo bem eu explico-lhe.E bastante brava, começou a me explicar, só que na primeira rua que ela me indicou, a mesma tinha uma placa com os dizeres, Rua Sem Saída. – fiquei na minha e entrei, quando estava caminhando por essa rua, a senhora gritou: Não é aqui moço; Puxa vida é difícil andar com uma pessoa que não conhece, retrucou em seguida.Sou de uma paciência bastante exemplar, más diante de tanta ignorância não teve outro jeito. Voltei para a av. que nós estávamos, encostei meu veículo e educadamente, pedi que a senhora descesse. A mesma começou a gaguejar, dizendo que não estava entendendo a minha atitude. Foi quando eu disse a ela: Senhora, eu não a conheço, a senhora também não me conhece, entrou em meu carro, completamente agressiva, então o melhor é a Sra. Descer e pegar outro táxi, porque derrepente a Sra. Deve estar com algum problema e com certeza irá passar para mim também, e que para isso não ocorra, o melhor é que a Sra. Desça de meu veículo. Diante dessa minha postura, a Sra. Parou e me disse:- Puxa motorista, me desculpe, realmente estou agindo como uma idiota, estou com um problema a resolver e o Sr. Não tem nada a ver com isso e eu realmente estou lhe tratando mal. Desculpe-me, vamos ver se encontramos o lugar. Logo após conseguimos encontrar o destino da Sra. E ainda a esperei para leva-la de volta ao local de origem. Ela despediu-se de mim, pediu desculpas e conseguimos assim resolver o impasse.Vejam só, encontramos pessoas que entram mudas e saem caladas; outras se abrem totalmente diante do taxista, algumas entram no veículo dando rizada a toa, enfim o universo do taxista é repleto de acontecimentos e situações hiláricas e absurdas.Puxa é bom parar por hoje, cansei né. Gostaria muito que esse blog fosse falado, seria mais rápido e fácil. Uma boa noite a todos, obrigado...
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Escrito por Luiz Carlos às 22h28
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Um dia de folga
Nesse dia de folga, responderei a algumas das perguntas que me foram dirigidas, agradecendo pela atenção e respeito dedicados ao meu blog. No caso relatado, quanto ao jovem Sr. De 70 anos, o mesmo estava aguardando a chegada da jovem, pois foi ele que veio até o meu táxi e pagou o valor da corrida. Como todos os motéis, esse também tinha um corredor de entrada para veículos e logo a frente uma recepção, aonde após instrução da recepcionista, levei a jovem até a suíte 54, aonde o Sr. A aguardava, (viagramente ansioso).
Já dirigi ônibus e não tinha atentado para o detalhe apontado, de como abrir a porta, realmente gostaria de saber.
Vocês sabem que existem serviços que exigem uma exposição maior, o taxista, infelizmente está bastante exposto, pois não sabe quem está colocando em seu veículo. Infelizmente, já fui assaltado duas vezes: a primeira vez, com um estilete desses de cortar papel. Fui apanhado em meu ponto por um jovem, que não aparentava ser um ladrão, só que após alguns minutos, o mesmo anunciou o assalto, colocando em minha cintura o estilete e levando-me para próximo de uma favela, no bairro do Rio Pequeno, assaltou-me. Gostei de minha reação, pois consegui passar por essa triste experiência sem maiores danos. (Aconselho que no caso de assalto, não reaja, porque o assaltante nunca age de cara limpa, ou seja, está sempre drogado, não sabendo muitas vezes o que está fazendo).
A segunda vez, também fui apanhado em meu ponto, por volta das 18:00 horas, por um individuo aparentemente inofensivo, que após sairmos, colocou um revolver na minha costela e aí começou o sufoco, que durou aproximadamente uns 40 minutos. Fiquei com o bandido caminhando pela Avenida Francisco Morato até o Largo Do Campo Limpo, aonde terminou o assalto. Graças a Deus, consegui escapar mais uma vez sem maiores problemas. Ser assaltado é horrível, porque você fica totalmente impotente, é uma sensação inexplicável.
Vou terminando por aqui, deixando um grande abraço a todos e uma boa semana.
Escrito por Luiz Carlos às 22h55
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